Aviso: Ajuste de prótese não se faz por mensagem. Ferida que não melhora pede consulta (CRO-MG).
A dentadura solta na comida, machuca ou cai na fala. A tarefa é saber o que revisar antes de culpar o jeito de mastigar ou comprar outro pote de adesivo.
Quase sempre é retenção ruim: a base não copia mais a gengiva, o osso afinou ou a prótese envelheceu. Não é falta de jeito de quem usa.
Isso vale para dentadura completa e para parcial que dança no grampo. Não vale para dor de dente que ainda existe debaixo da prótese. Aí o caminho é outro exame, não só “apertar a base”.
O osso muda. A prótese não acompanha sozinha.
Depois que os dentes saem, o osso de suporte diminui com os anos. A dentadura foi feita para uma gengiva que já não é a de hoje. Fica grande, perde o selo e se mexe [F02].
No consultório eu separo três coisas que o paciente junta numa frase só: solta ao morder, machuca num ponto, cai quando fala. Cada uma aponta um ajuste diferente. Tratar as três com cola mistura o problema.
Por que sai na mastigação
Comida puxa a prótese para um lado. Se o selo posterior falha, a de cima desce no meio da garfada. A de baixo sobe quando a língua empurra. Anos de uso ainda gastam o dente da peça, e a mordida passa a bater torto.
O que fazer em casa, enquanto a consulta não chega: não force alimento duro do lado que escapa, e não lixe a prótese por conta própria. Lixa caseira cria um ponto que machuca mais.
Limite: prótese nova, com menos de algumas semanas, pode pedir ajuste fino de adaptação. Isso não é “já nasceu errada”. Prótese de anos que solta todo dia não se resolve com o mesmo retoque.
Machucado não é fase para aguentar
Úlcera ou ponto vermelho sob a base pede alívio do contato. Comer por cima da ferida aumenta o corte. Se depois do ajuste a ferida não cicatriza, a consulta procura outra causa. Nem toda dor de prótese é “apertou”.
Sangramento fácil, inchaço ou ferida que permanece também não devem ser cobertos com adesivo para “segurar até o fim do mês”.
O que realmente deixa mais firme
Reembasamento recupera alguns casos: a base volta a copiar a gengiva. Outros pedem prótese nova, quando dente e base já não prestam. Adesivo fica como apoio curto, não como tratamento.
Quando a pessoa quer parar de depender de cola, entram a dentadura de encaixe ou a comparação entre implante e dentadura. As duas usam exame de osso. Não são o passo automático de toda prótese frouxa. A diferença entre a peça que sai e a parafusada está em overdenture ou prótese protocolo.
Se a prótese é recente e só incomoda num ponto, comece pelo ajuste. Se ela dança há meses, o próximo passo é ver base, osso e se ainda vale reembasar. O botão abre o WhatsApp da Dentistas BH, no Prado. A Dra. Aline olha a prótese na boca. Não se indica implante só porque a cola acabou.