Aviso: Inflamação e volume ósseo se medem na consulta. Foto não libera cirurgia (CRO-MG).
A gengiva sangra e mesmo assim o plano já fala em implante. A tarefa é saber o que se trata antes do pino, e qual exame mostra o osso que a foto não mostra.
Gengiva com sangramento, bolsa ou pus não é um sim para implante no mesmo dia. A sonda vê a gengiva. A imagem vê o osso. Uma não substitui a outra. Tomografia entra quando o volume, o seio ou o nervo precisam ser medidos em profundidade.
Inflamação não é detalhe estético
O implante integra ao osso [F01]. Colocar pino onde há pus ou bolsa ativa pede que essa infecção seja tratada antes, ou o plano assume um risco que dava para reduzir. “Está só vermelha” às vezes é gengivite. Às vezes já é periodontite, com osso perdido.
A diferença entre as duas está em gengivite e periodontite. Eu não fecho o nome pelo WhatsApp. Fecho com sonda.
Limite: gengiva saudável também não libera implante sozinha. Sem osso, não há onde firmar o pino, por mais rosa que a gengiva pareça.
O que a sonda responde e o que só a imagem responde
Sonda: sangramento, bolsa e pus
O olho e a sonda veem se a gengiva sangra, se há bolsa, se há pus e se o dente vizinho mexe. Isso não mede espessura de osso.
Radiografia: uma pista achatada do osso
Serve de pista. Não mostra a espessura. Tratar essa imagem como mapa do pino é o atalho que eu não uso.
Tomografia: altura, espessura, seio e nervo
Mostra o osso em volume. Não trata gengiva.
A ordem que eu uso: clínico primeiro, imagem na medida do que o clínico não enxerga. Pedir o catálogo inteiro sem olhar a boca é desperdício.
Quando a tomografia deixa de ser opcional
Pouco osso, seio maxilar perto do vão, nervo da mandíbula no caminho, vários pinos ou reoperação. Nesses casos a radiografia plana mente por omissão: ela não mostra a espessura. O que acontece quando o volume não chega está em enxerto ósseo para implante.
Tomografia não trata gengiva. Quem faz a imagem e marca cirurgia no mesmo fôlego, com sangramento ativo, pulou a sonda.
A ordem que evita retrabalho
Primeiro o terreno: gengiva e dente que ainda inflamam. Depois a imagem que o caso pede. Só então o pino, se o osso permitir. O guia está em implante dentário em BH.
Se a gengiva sangra e você já tem uma data de cirurgia, vale pausar e medir. O botão abre o WhatsApp da Dentistas BH no Prado. A Dra. Aline sonda e diz se a imagem entra agora ou se o tratamento da gengiva vem antes.